sexta-feira, janeiro 21, 2011

Partir e voltar

Não passaram dez anos, não passou tempo nenhum
Não voltei (não procurei) porque não parti. Fui ali, sem razão, e voltei logo, sem motivo.
Dei um saltinho, ali ao lado, mas não fui a lado nenhum.
(Não disse ao que ia, não sei ao que vim)
Fiquei por cá, por lá, perdido, encontrado, encantado.
Fui porque não tinha que ir, não tinha que ficar, voltei porque nunca fui.
Dei um saltinho ali ao lado, passeio o cruzamento, e depois outro, e outro e na sucessão de cruzamentos, de encruzilhadas, sempre presentes os que de quem nunca parti. Voltar era natural, e como todas as coisas naturais, não tinha razão
Dos AMIGOS, nunca parti, aos amigos nunca volto. Estive sempre lá
, estiveram sempre comigo.

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