sexta-feira, março 20, 2009

Visto de longe

Visto de longe, à distancia de 10 anos (quase, um pouco menos), à distancia de 10.000 KM (quase, um pouco mais), distancia muito maior de tantas coisas não mesuráveis, que me separam desse Portugal, do Portugal dos que vivem por lá, visto assim de bem longe, parece irreal.

Por estes dias, lendo os jornais Portugueses, não é possível não notar no quão mesquinha, rasteira e demagógica é a politica (mais os seus actores) do rectângulo.

Ver o Paulo Portas defender medidas de extrema esquerda de manhã, de extrema direita à tarde, passar de um extremo ao outro do populismo, como se não ter princípios, coluna vertebral, fosse normal.

Ver a Manuela F Leite, dizer que não tem que apresentar alternativas, para depois dizer que o governo não ouve as alternativas que propõe o PSD, e logo depois dizer que o Governo segue a reboque das medidas do PSD.

Ver o governo perdido, a achar que os Portugueses são incapazes de pensar, de compreender, a achar que tem que nos dizer coisas lindas, quando todos perceberam que não, que não é bonito.

Ver o PCP que (ainda) não sabe o que diz e o BE que recupera o estilo do contra do PCP, de à 20 anos, para propor a nova esquerda, a nova maneira de fazer politica.
Vê-los todos mais preocupados com o tacho do que com o país.

E as corporações do costume que a reboque da crise choram para mais subsídios, como se o dinheiro nascesse como cristo, por obra do espírito santo.

Deprimente.