Em pé, no meio deste imenso descampado em que se vai tornando a vida como a sinto, fustigado pela tempestade de tudo o que não me agrada.
Este vento que a golpes de cabelo me deixa sulcos na cara.
Quero rasgar o peito e sair de mim.
Sair do avião, sair de mim, sair do imobilismo que alimenta este vento que me golpeia o cabelo, que me rasga a cara.
Imovél, parado em mim, rasgo o peito...
Este vento que me arranca o cabelo, me golpeia o rosto.
Este vento que me faz sentir vivo.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
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